Regime, como é difícil!

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Até dez anos atrás, nunca me preocupei em fazer regime. Na verdade, sempre fui tão magro que, os quilinhos ganhos até meus cinquenta, serviram para dar um melhor acabamento na carcaça.

Entre as muitas coisas boas desse mundo, uma se destaca: o prazer de saborear um bom prato. Principalmente aqueles simples do nosso dia a dia, do tipo caseiro. É ai que mora o perigo, porque a gente come despretensiosamente. Isso quando não repetimos a vantajosa porção.osvaldopiccinin

Já li muito sobre regime, já me informei muito sobre o assunto, com amigos, médicos e nutricionistas, além dos regimes milagrosos que recebo pela internet. Confesso que até hoje não consigo segui-los à risca pois a recaída é iminente.

Durante a semana, até consigo perder peso, mas quando chega o “week end”, além da recuperação dos quilinhos perdidos corro o risco de ganhar mais “unzinhos”.  Na nossa idade somos iguais a bois velhos, comemos pouco e engordamos muito, pois a conversão alimentar vai aumentando com a idade. Faz sentido.

Todo final de semana, que para mim deveria de ser quinzenalmente, combinamos que iniciaremos um regime rigoroso na próxima segunda feira. Ela se empenha em fazer o cardápio da semana, mas nossa disciplina dura pouco. E vem a recaída. Quando chega lá por quarta ou quinta feira, a balança generosa acusa dois a três quilos menos.  É o suficiente para relaxar e esquecer o regime a partir de sexta a domingo.

Estou de “saco cheio”, de fazer tanto esforço, e ver que em cada ano ganho mais dois quilos permanentes. Estes desgraçados se apoderam do “meu corpinho” e se fixam iguais a carrapatos. Parece até que são os donos do pedaço.

Como deixar de tomar uma cerveja geladíssima nos finais de semana? Como deixar de tomar um bom vinho, quando o tempo dá uma esfriadinha? Como deixar de comer uma  dobradinha ou uma saborosa rabada, com polenta? Nem falo dos churrascos com mandioca amarelinha derretendo, temperadas com sal, azeite e umas gotas de vinagre. É só fechar a boca e comer menos, diria você. Simples assim? Não para a maioria dos mortais.

Em todas as consultas, meu médico diz que preciso perder no mínimo oito quilos. Saio de lá convencido que ele tem razão, mas a história sempre se repete. E nesse “me engana que eu gosto”, vamos levando a vida.

Achei que fazer regime fosse moleza. Ledo engano! Quando se trata de  cigarro, ficando algum tempo sem fumar, até se consegue parar; mas  mudar o hábito alimentar para toda vida, diante de tantas comidas maravilhosas, não é fácil não! É jogo brutíssimo!

Dias desse ao encontrar um amigo que eu não via há tempo, me disse:

– você tá bonitão, gordão, parabéns! A sorte que o considero muito, senão o troco teria sido à altura, de seus perversos elogios. Até minha mulher, que também não é nenhum exemplo de magreza, cismou de me “encher o saco”.

Dorme e acorda me pegando no pé. Os comentários do tipo: “nooossa”, como você tá gordo! Olhe no espelho, seu rosto tá redondo! Tem até papada!

Sinceramente, tá difícil! Às vezes encontro amigos que emagreceram e pergunto qual a receita. E a resposta, creio que meio mentirosa, é sempre a mesma. Fechei a boca.
Tempo depois, ao reencontrá-lo novamente, notei que voltou à silhueta original. Aí não perdi a chance e disse: – você deve ter perdido a receita do regime.

Conheço garotas gordinhas enquanto namoram, mas ao marcarem a data do casamento, entram em regimes tão rigorosos que, no dia do enlace, se tornam irreconhecíveis. Pelo menos na lua de mel, se apresentarão belas e com o “corpitcho” modelado, mas depois que soltarem a barrigueira, sai de baixo – literalmente!

Diante de tanta controvérsia sobre este assunto, botei na cabeça, que na minha idade é importante manter uns dez por cento de excesso de peso. Isso me assegura, caso fique doente e internado, uma reserva extra e estratégica para queimar. Caso contrário, ficaria irreconhecível e em estado cadavérico.

Depois dessa conclusão passei a dormir melhor e ter mais respeito e admiração, pela minha pancinha sexagenária!

E VIVA A BARRIGUINHA SEXAGENÁRIA!

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Osvaldo Piccinin, engenheiro agrônomo, formado pela USP-Esalq, em 1973. Natural de Ibaté, é empresário e agricultor e mora em Campo Grande/MS, colunista do site Mineiros.com, email: osvaldo.piccinin@agroamazonia.com.br.
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